18 de março, quarta-feira, segundo dia em Roma, o dia da apresentação pública do II relatório Europeu da Organização Mundial da Saúde sobre a equidade no acesso à saúde dos cidadãos da Região da Europa, promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e pela Conferência Episcopal Italiana (CEI), foram convidados a participar, pela primeira vez, segundo a organização, os representantes da Pastoral da Saúde de todas as conferências episcopais da Europa.
Esta jornada memorável ficou marcada indelevelmente pela audiência privada concedida pelo Papa Leão XIV aos delegados da Pastoral da Saúde, que teve início às 9h, no Vaticano.
Neste encontro o Papa denunciou a realidade dramática atual no acesso à saúde das populações da Região da Europa onde se incluem naturalmente os 27 membros da União Europeia, mas também, países como Israel (população de Gaza), Ucrânia, Rússia, Turquia, Israel, Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Geórgia, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquemenistão, Ucrânia, Uzbequistão:
“A saúde não pode ser um luxo para poucos, mas é uma condição essencial para a paz social. A cobertura universal de saúde não é apenas um objetivo técnico a alcançar, é antes de tudo um imperativo moral para as sociedades que se querem definir como justas”
Terminado o discurso do Papa Leão XIV, todos nós, delegados das conferências episcopais da Europa, tivemos a enorme graça de cumprimentar pessoalmente o sucessor de Pedro. Neste encontro de profunda comunhão de fé, e de obediência, com o Sumo Pontífice, expresso no aperto de mão, estiveram na minha oração todos os agentes da Pastoral da Saúde das nossas dioceses de Portugal.
O encontro continuou na sede da CEI, onde teve a palavra o Arcebispo Giuseppe Baturi, Secretário Geral da CEI, o Cardeal Matteo Zuppi, Presidente da CEI, Antonio TAJANI, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, Hans Henri Kluge, Diretor Geral da OMS para a Europa.
Depois do almoço, servido ainda na sede da CEI, fomos transportados para a Pontifícia Universidade Lateranense, onde, da parte da tarde, às 15h, teve início na Aula Magna, uma sessão pública, onde foi apresentado o relatório da OMS, antecedido por uma reflexão magistral do biblista, e bispo, Stefano Vuaran sobre a passagem bíblica do Bom Samaritano.
Padre José Pinheiro



